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domingo, 8 de abril de 2012

Espelho do tempo


O tempo segue passando no seu tiquetaquear interminável. Já não sou como era, e sou mais eu do que nunca fui. As coisas se definem quando se tem paciência... Mesmo as mais terríveis tempestades findam. E nenhuma calmaria se mantém eterna. É o equilíbrio das coisas... a harmonia da vida. Inspirações vêm, e vão. E é como a maresia... como as fases da lua! Se no momento as coisas não vão bem, faço o que posso e me ponho a esperar. Quem sabe o que a nova lua, a nova maré, podem me trazer?

E no que resumo hoje, a minha caminhada... fé. Um dia precisei dela, e tanto que busquei, a encontrei.

Continuar a ver a vida com olhos inocentes, me traz algumas confusões - sempre! -, mas, também, a felicidade de ver o belo em cada situação, cada ser, cada momento. Aquelas confusões clássicas de quem trata a todos com gentileza e as pessoas confundem... bem, com outras coisas. Tudo bem, hoje já aprendo a rir das situações impensadas que acontecem sempre.

Quando olho no espelho, percebo que o tempo passou. Ainda a menina, mas já as rugas querendo fazer espaço nos cantos dos olhos. Sim, porque enquanto mantemos a juventude mental, o tempo não perdoa a carne. Vejo que algumas coisas nunca mudam, mas as experiências da vida terrena, querendo ou não, vão amadurecendo-nos à força. Os aprendizados muitos acabam por me tornar uma “eu” que talvez nunca tivesse pensado em ser. E felicito-me por isso.

Se em algum momento tenho dúvidas sobre os caminhos que devo seguir, lembro-me de que a maré muda... a lua muda. O sol nasce, e se põe. E cada nova hora que brota na vida pode trazer uma resposta, uma solução, um amadurecimento que permita ver melhor o caminho. E permito-me lembrar disso o tempo todo. Eu não me permito perder a confiança – a minha fé. Não por mais do que alguns instantes.

E quando olho no espelho, e algumas aflições surgem, tudo bem... é só o passar do tempo dando seus sinais, os ciclos que fazem parte da vida de todos. É a beleza de ver de fora, o que nos tornamos por dentro, e todas as mudanças que aconteceram e que nos tornaram nós mesmos.

domingo, 18 de março de 2012

De súbito

E vem, de súbito, a luz pra clarear os meus pensamentos!

Vida, eu juro que não entendo que caminhos me esperam. Já cansei de tentar entender. Já cansei de planejar, e ver tudo ir por água abaixo. Sonhar faz bem, sim, mas não demasiado; até certo ponto, porque o depois traz a expectativa, e a expectativa traz a decepção.

“Deixe a vida surpreender” seria a solução mais rápida.

Então eu vejo luzes, eu vejo rostos, eu vejo tantas coisas no meu dia-a-dia... Eu tiro conclusões sobre mim que não se aplicam, e se são aplicáveis, eu mesma não consigo transpôr à realidade que me condena.

Eu vejo sonhos não terminados, vontades não começadas. Eu vejo caminhos, eu vejo barreiras, eu vejo, vejo, vejo... Eu envelheço.

Envelheço em mim, cada vez mais. Onde foi parar o tempo interminável? Eu ainda estou aqui... Os mesmos gostos, rostos, lembranças. E não se pode viver de lembranças. Mas... aonde foram parar todas aquelas danças?

Mosquitos malditos! Sugadores da minha energia, do meu dia após dia, do meu sono tranqüilo! Parem já com seu tiquetaquear e seus zumbidos nos meus ouvidos... que a poesia precisa tomar forma. No meu sono, sonho, sonífero, fuga de cada dia. Que renasce.

Eu não entendo, eu custo a acreditar, os caminhos que realmente me esperam. Que sejam bons, que eu tenha força, que eu tenha fé, firmeza, proteção. Que eu sabia enxergar na hora certa, e que eu tenha certeza de que sou capaz.

Coragem é dar o primeiro passo, sem saber o que vem depois. Coragem é ter fé, sem poder enxergar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sentir...

Às vezes, o sentimento é tão grande que transborda pelos olhos, escorrendo qualquer máscara de indiferença e nos mostrando como somos, nus de qualquer esconderijo.
A vida acaba exigindo que nos mostremos sempre numa fortaleza e indiferença que não trazemos por essência. Nossa alma acaba escondida, em um cantinho de nós... Mas quando nossos valores verdadeiros passam a ser trabalhados, eles se amplificam de tal forma, que é impossível resguardar qualquer máscara, qualquer sombra para se esconder... E somos defrontados perante nossas próprias qualidades e defeitos. Estamos nus diante de nossa própria essência... Simples assim...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

"Viver a vida"

Não faça escolhas definitivas baseadas em emoções passageiras.
Não tenha medo de arriscar-se.
Estipule metas, e siga por elas.
Viva cada dia como se fosse o último.
Viva muito, conte pouco, aproveite cada segundo.
Tudo que vai, volta.
Não deixe para amanhã o que você pode fazer agora.
Sonhe alto! Mas mantenha os pés no chão e os olhos no foco.

E agora me responda:

quem realmente segue tudo isso? Quem realmente consegue viver preso a regras? Não é verdade que acabamos por descobrir cada passo que deve ser dado, como evitar certos erros, simplesmente vivendo?

Hmmmmmm....

;)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Como se faz?

Como se faz pra ficar sóbrio, em meio a um mundo de ilusões?
Como se faz pra manter o equilíbrio, quando o mundo anda em uma corda bamba?
Como se faz pra não se sentir uma formiguinha quando olha pra imensidão do universo?
Como se faz pra não sentir raiva, ódio, medo, angústia, mágoa e todas essas coisas ruins que existem no ser humano?
Como se faz pra não se chocar, assustar, amedrontar, sufocar e todos esses verbos ingratos, quando vemos coisas que não nos fazem bem?
Como se faz pra ser feliz, e só feliz, sem ânsia de que tudo dê, por ventura, errado?

Eu poderia resumir o remédio em uma única palavra, a qual eu busco o significado há muitos anos.

Fé.

Fé para manter a clareza de pensamento.
Fé, para não ter medo de cair.
Fé em si mesmo, e em suas próprias potencialidades para o bem, no caminho do Divino.
Fé para perceber que estamos no caminho da melhora, ainda que os tropeços sejam bobos e as quedas bem grandes.
Fé para perceber que nenhuma cruz é grande demais quando se tem amigos de coração.
Fé no lado bom do ser humano em desenvolvimento.
Fé e, simplesmente, fé.

Ô palavrinha complicada, cheia de sentido em suas apenas duas letrinhas! Agora me diz...


Como se faz... pra ter fé?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Percepção

Sou uma. Sou duas.
Sou mil.
Até que ponto pode-se chegar em uma mesma loucura?
...a de ser apenas um ser, vários em um, milhões de possibilidades?

Devaneios da madrugada obscura,
por sobre a bagunça do meu ser
na enclausurada vigilância de mim.

Brincando com palavras estranhas,
que não fazem o menor sentido -
que fazer? sou assim.

Sou assim... só assim.
Potencialidade.

Ser... ou não.


Sobre...viver.

(Quem vai me entender?)

domingo, 22 de maio de 2011

Palavras de luz - um modo de sonhar


A maioria das coisas que digo, não sei de onde vem. Sei que vem com coração, com alma, com verdade; com sonhos de um mundo de igualdade. Sei também que vem com desejos de paz, de pacificação; de emoção, de amor. Vem de um mundo, dentro de mim, onde não existem medos, ausências, perdas e desesperos, mas fé, coragem e equilíbrio para sustentar tudo o que é preciso para evoluir com firmeza. Sei que às vezes também não vem nada, por mais que eu queira, as palavras não correm. Elas só correm quando querem, sozinhas, autônomas. Como se nem mesmo passassem por mim – se formam sozinhas, no éter, e depois, vêm. Mas amo escrever, amo traduzir sentimentos, ideias, coisas que passam na minha vida e nas dos outros com quem convivo. Eu queria que o mundo fosse um lugar cheio de amor, onde todos se vissem como iguais, irmãos na evolução da alma, e não mais acontecessem guerras, ódio e turbulências no viver. Mas isso ainda é um sonho e sei que, para tornar realidade, não posso fazer sozinha. Daí, as minhas palavras – para unir iguais, e transmitir amor pelo amor. Aí uma função para o jornalismo em que me formei. Um dia sei que isso tudo será real, e não mais serei chamada de sonhadora – ou, ao menos, saberei que nunca sonhei só.




Um devaneio verdadeiro, em um momento de luz que inundou meu domingo.




Com muito carinho, a todos os meus amigos, dos vários momentos da minha vida, das várias etapas do meu crescer. Que minha mente permita sempre tê-los na memória.




Muita luz.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

De volta ao silêncio

De volta ao meu silêncio interior, confuso e caótico, começo a refletir sobre o estardalhaço de sons, cores e formas do dia que se passou. É tão raro um momento de silêncio como esse que é como se um sol brilhasse, intenso, só para mim.
O tempo passa, o tempo muda muita coisa em nós e nos outros. Mas continuo com a sensação de que certas coisas permanecerão como estão, ao menos por enquanto. Eu, por exemplo, ainda não consigo compreender certas coisas que acontecem comigo. O que dizer? Paciência.
Ainda me assombro e alegro com as mesmas coisas, ainda que, por vezes, em menor intensidade. Passei a dar menor valor para a opinião alheia, ainda que, intimamente, isso me afete muitas vezes. Quando se escreve, o retorno do público é importante.

Todos sabem que temos momentos em que as ideias fluem mais facilmente, e, outras horas que, infelizmente, não. A luz simplesmente se apaga, para tornar a acender normalmente minutos, ou horas, ou anos, depois.
Tenho ficado um pouco mais distante deste blog, ainda não tenho por certo o motivo, mas é algo que me faz muita falta. Faculdade que descobri por acaso que gostava, que me fazia tanto bem, pois possibilitava fazer as palavras extensões do meu ser. Escrever me permite ser menos tímida, expor melhor minhas opiniões sem a vergonha rubra que cobre meu rosto e o engasgo de quando falo pessoalmente. Coisas que ainda preciso consertar.
Peço desculpas, então, aos poucos que ainda leem meus rabiscos, prometendo posts cada vez mais inspirados, ainda que escassos.
Mas quem sabe do amanhã? Quem sabe?
Eu é que não.
Nem faria tanto gosto assim de sabê-lo, pois a graça da vida se dissiparia em instantes ao saber do futuro.
Ainda que aquele tantinho de curiosidade pinique minhas gordurinhas jornalísticas.

Bom, me volto outra vez ao silêncio, enquanto minh'alma se ajusta ao novo momento vivenciado. Coisas mudam, coisas não, coisas começo a compreender, outras teimo em manter como preocupações e medos. Mas um dia essa editoria [dos medos e pedras no caminho] tenderá a escassear, e as reportagens mantidas nela, no jornal da minha vida, serão arquivadas como coisas do passado e papel para frutas na feira.

Desejo a vocês inspirações positivas, sóis brilhantes e tudo mais de bom que o Ser Supremo possa nos conceder no presente momento ;D

Até o próximo post - torcendo para que seja em breve.

domingo, 10 de abril de 2011

Quão frio você consegue ser?


Quão frio você consegue ser?

Perante as tristezas da vida

Coisas que vê sem poder fazer

Qualquer coisa para poder mudar


Quanto tempo consegue ficar

De olhos fechados para a dor alheia

Observando apenas sereias

Que, aquém da dor, continuam a cantar


Você consegue mesmo se abster

Das lágrimas que insistem em voltar

Ao ver corações partidos, famílias tolhidas

Pequenos sem lar?


Consegue mesmo manter o coração gelado

Quando vê tanta tristeza no mundo

Logo ali, ao seu lado?


Mas é unânime - precisamos ser fortes

Precisamos deixar para trás

Esquecer dos gritos em nossos ouvidos

E toda a dor que isso nos traz


Qual a diferença entre frieza e força?

É possível chorar um mar salgado

Carregando o mundo no colo?

É possível esquecer?


Quão frio, você consegue ser?

Por aqueles que precisam de você?


(imagem do site www.sundrip.com)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Da roda da vida

Faz tempo que não escrevo. Hoje penso o que realmente quero para meu futuro. O que você quer para o seu? Será possível que ninguém se dê, realmente, o luxo de sonhar com algo melhor? De descobrir o que realmente gosta de fazer e faz melhor, olhar em volta para perceber os melhores caminhos? Sou eterna criança, bem sei, nunca me cansarei do aprendizado diário. Mas também como criança, quando a brincadeira machuca, acabo me encolhendo em um canto. E quem é que não faz isso, afinal?
É tempo de descobertas diárias, novas possibilidades. "Chorar pra quê, se amanhã tudo muda denovo?". E tudo muda, nós mudamos sem perceber. O mar que visitamos na infância se perdeu no espaço-tempo, e ao encontrá-lo novamente, já não será o mesmo, assim como também não o seremos.
Deixo para trás, mais uma vez, amigos, amores, expectativas, memórias revividas. A beleza da vida está em seu eterno recomeço, nas mais variadas formas, assim como o sol que renasce todos os dias, por vezes por trás das nuvens, sem deixar, no entanto, de alumiar um dia que seja fragmentos do mundo. Bem, aqui vou eu; o que você tem para mim?
Mas deixo um alerta - essa rotatividade frequente do universo e da vida é rápida, e não volta atrás se percebermos erros. Não deixe que preciosidades passem por sua vida sem ser valorizadas a tempo, porque um momento não volta e ficarão os ressentimentos do valor esquecido.
Viva com atenção, minimize mágoas e demais bobagens de ser humano, como a inveja ou o egocentrismo, pois eles são venenos da própria alma. É preciso estar aberto às diferenças e aos erros alheios - lembre que somos todos espíritos em ascenção, anjos de uma asa só, aprendendo com e junto aos outros o caminho para os céus.
De olhos abertos e pés no chão, dou novo impulso em direção ao ar. ~ E quem é que me impedirá de voar?